-_-

A Silvia Duprat, Lúcia Campos, António Rosa
minha gratidão pelo amparo a este trabalho.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Quem é você?

“Quando você chamar os outros pelo seu próprio nome, terá compreendido o Segredo. A partir daí, agradeça!”
Esta foi a primeira informação que recebi antes de começar a transcrever o Manual para um Monólogo Amoroso.
E, como era de ser, a frase ficou girando, girando, girando em mim... o tempo certo até que o próprio Manual começasse a tomar forma.
Inicialmente considerei que aquela afirmação estivesse relacionada com a condição de sermos todos Um.
Somente depois fui ter consciência de que somos todos Um porque o Manual me ensinava:
“Não há nada além de você no interior do seu sonho.”
Já que “A matéria só existe para aqueles níveis de consciência que precisam projetar fora de si, a Existência. Condição típica de uma consciência tridimensional.”
Assim, se o Corpo de Luz afirma:
“Você Sou Eu!”
Eu devo continuamente exercitar o predicado:
“Eu Sou Você!”
Que diferença isto faz?
Ora, o Corpo de Luz me acolhe amorosamente ao decretar:
“Você Sou Eu!”
E eu devo responder aos meus personagens e à Gaia com o mesmo Amor:
“Eu Sou Você!”
Eu Sou Você quando me ama.
Eu Sou Você quando me irrita.
Eu Sou Você quando me agride.
Eu Sou você quando me ajuda.
Eu Sou Você que fere a Terra.
Eu Sou Você que ama a Terra.
Por Amor, o Corpo de Luz me acolheu como Eu Sou!
O mesmo devo fazer com todos os meus personagens.
A Terra que eu habito neste instante é a tela que me lembra o que eu preciso Amar.
À medida que eu vou lembrando o que é Amar, através da ação de acolher, iluminar e liberar meus eventos e personagens, mais e mais passo a irradiar harmonia e a conviver com um enredo harmônico.
E... quando eu tiver iluminado todos os cantos esquecidos do meu Ser, Gaia refletirá em Luz.
“A resposta não está no jogo... Está no jogador que joga o jogo!”
Deus não faz assim?
Você é um reflexo de Deus na Tela Cósmica para que Ele mantenha o Monólogo Amoroso.
Como?
Deus possui o atributo de criar...
Você, o atributo de co-criar para que Deus mantenha um monólogo amoroso Consigo mesmo...
E... Eu?
Eu Sou Você!
Por isso... Tudo é Amor.
A Matemática Divina É Perfeita!
(continua...)

12 comentários:

António Rosa, José disse...

Adriana

Hoje estou demasiado metafísico.

«A matéria só existe para aqueles níveis de consciência que precisam projetar fora de si, a Existência»

Pelos vistos cerca de 7 biliões de seres (população aproximada do planeta Terra) sentimos essa necessidade.

E se, de súbito, a consciência de todos, não necessitasse da matéria? Claro que é uma pergunta de retórica.

Na verdade acredito que alguma coisa funcionou 'menos bem' nesta experiência.

Abraço

adriana disse...

António,
Me desculpe mas eu li várias vezes o seu comentário e não compreendi sua questão.
Se você puder me explicar uma vez mais, quem sabe eu compreenda.
Bem haja!

marcelo dalla disse...

Eu amo ser você!!! bjo querida

António Rosa, José disse...

Adriana =)

bem avisei que hoje estou demasiado metafísico. Vou tentar explicar. Para isso renho que citá-la neste bocadinho:

“A resposta não está no jogo... Está no jogador que joga o jogo!” Deus não faz assim? Você é um reflexo de Deus ...

Se a resposta está apenas no jogador, então porque 7 biliões de seres escolhemos fazer o jogo?

Jogo este, que devido à sua duração (aparentemente uma eternidade) parece ter ficado algures 'emperrado', porque a consciência ao exprimir-se na matéria (uma das telas possíveis) demorou-se e recriou-se. Eu sei que a noção de 'tempo' e 'sofrimento' são coisas da tridimensionalidade, mas é nelas que estamos a participar.

Como? Deus possui o atributo de criar... Você, o atributo de co-criar para que Deus mantenha um monólogo amoroso Consigo mesmo...

Que quer Deus aprender connosco? Mesmo mantendo um monólogo amoroso.

Ele cria-nos e atribui essa consciência na matéria e fica a ver-nos a fazer o quê? É neste sentido que pergunto: que quer Deus aprender connosco, aprendendo com Ele em simultâneo?

Precisava de tantas criaturas ao mesmo tempo? E que permanecessem uma eternidade na roda de samsara - vidas atrás de vidas?

O jogo acabou, dizem e eu acredito. É agora que, num segundinho apenas, anda tudo atarefado a tentar que os jogadores percebam que o jogo acabou? Assim, de repente? A recolher as velas com o navio ainda em alta velocidade?

Deus já estará satisfeito com a experiência?

Adriana, não é para responder, pois não passa de uma das muitas resmunguices que tenho com Ele.

Abraço.

António Rosa, José disse...

Não fique surpreendida, pois Ele está muito habituado a estas 'resmunguices' minhas. Não são de agora. São de há dezenas de anos atrás. =) Nem imagina as conversas. Depois, lá prossigo... sem amargura nenhuma.

adriana disse...

António,

Eu disse lá atrás que estes textos bem podiam ser conjecturas a respeito do que compreendi sobre o Manual. Ou, minha consciência possível a respeito...
E você bem sabe que eu não tenho conhecimento esotérico.

Mas eu sei que alegar ignorância não vai me redimir... :)

Então, vai lá.
Quem sabe o jogo não acabe nunca.
E a roda de Samsara seja eterna.
Cada parte salta dele/dela ao se reconhecer... oitava acima.
Eu acredito que há uma "nova" oitava pela frente para as partes da Consciência que estão despertando nesta tela.
E para estas partes, o carma acabou. Resta apenas a memória cármica mesmo. E o insight de dar o passo para além da porta aberta...

Já o jogo continua... quanticamente. E será sempre.

Como também disse lá atrás, acredito até que já fomos porta a fora... o cérebro é que pediu um tempo a mais para se despedir.
(Loucura? Quem sabe, não.)

Agora, por que escolhemos tal experiência?
Prefiro acreditar que por Amor... porque não há nada para além dele.

"Deus já está satisfeito com a experiência?"
Não se trata disto se o jogo continua eternamente...
Nós... as partes que despertam... é que devemos estar.
É nesta hora que dizemos:
"Que horror, que lindo...
E pluft, como diz Astrid!"

Com certeza já dei respostas melhores.
Mas, me diverti com seus "resmungos" ao Pai.
:))

Eu me empenho para lembrar que esta parte esquecida de mim em 3a. Dimensão é só um registro quântico do que Eu Sou.
Por isso mando recados para mim mesma.
Se isto fizer sentido, com você e o outro e o outro e o outro... também.
Cada qual em seu firmamento!

Espero não ter entediado você com minha pífia resposta.

Um ótimo final de semana!

adriana disse...

E veja como são as coisas...
Esqueci de algo muito importante.
Bem posso estar completamente equivocada.
:)

Nildo Correia disse...

Um mestre apontou com um dedo para uma estrela, perguntou ao díscipulo...vê aquela estrela?
O díscipulo respondeu... não vejo estrela alguma, mestre !
O mestre deu um cascudo na cabeça do díscipulo e disse...pare de olhar o meu dedo e veja além.

Monólogo amoroso !

adriana disse...

Marcelo,
Parece que Amar é a saída.
:)

António Rosa, José disse...

Adriana

Só agora me apercebi da sua excelente resposta, com a qual nem contava.

Gostei de conversar consigo (refiro-me não só a este bocadinho, mas a todo o Manual e a todas as conversas havidas), porque tive a oportunidade de crescer e ve rum pouco mais além.

Não considero estas nossas conversas esotéricas, pois somos almas livres e que estamos cá parar ajudar a que o jogo se desenvolva com umas regras diferentes daquilo que os tais biliões julgam ser. Só o Manual, incluindo aquilo que chama de suas conjecturas, proporciona uma alavanca imensa.

«Quem sabe o jogo não acabe nunca.»

Encontro aqui uma nuance, que tenho reflectido bastante, mas que não consigo verbalizar e é a primeira vez que o faço publicamente.

O jogo está a acabar para este planeta tridimensional. E a respectiva consciência.

Por alguma razão é preciso ir para o próximo jogo em outra dimensão, em que tudo recomeça, com outras regras bem definidas. É aquilo que a Adriana afirmou muito bem: «Já o jogo continua... quanticamente»


«Agora, por que escolhemos tal experiência?»

Sabe Adriana, cada vez estou mais convencido que foi um pouco assim: 'alguém' terá dito que procurava voluntários para um determinado assunto. E nós, os 7 biliões, levantámos o braço. Obviamente, fomos nós quem escolheu vir aqui aao planeta, mas a convite.

A palavra mágica parece ser 'despertar'. É um bom tema e, por isso, ontem este seu post fez-me recordar Santo Agostinho, que já falava nestas coisas há vários séculos. E outros, antes dele.

Gostei especialmente desta sua afirmação: «Eu me empenho para lembrar que esta parte esquecida de mim em 3a. Dimensão é só um registro quântico do que Eu Sou.» pois é muito bom não esquecermos quem realmente somos.

Adriana, já iniciámos a reunificação dos nossos 127 corpos em 127 jogos diferentes.

A sua resposta foi maravilhosa.

Até logo.

Grande abraço e bom fim-de-semana.

adriana disse...

Nildo,

Olhos de ver além... De ver a obra já esculpida na pedra bruta.
Se o Artista me diz que ela está lá,
eu acredito.
Não quero "perder" mais tempo esperando que Ele me prove.
Não sou mais Tomé.

adriana disse...

António,
Estou amando esta tertúlia porque aprendo demais.
Só posso agradecer a você por esta oportunidade.

Eu acredito que se o universo é infinito... nós também.
Porque aquilo que não tem fim, só pode começar assim...

Então, quem sabe o jogo esteja acabando em nosso "infinito particular".
E a Existência prossegue em seu movimento magistral e perfeito.

Quem sabe despertar seja apenas isto... integrar nosso infinito particular ao Todo.
Cada infinito a seu momento.

E a energia do Criador sorri eternamente!

A&L